ESTE É UM ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO COLETIVA, SE VOCÊ É UM ESTUDANTE DAS BOAS HARMONIAS, UMA SEMENTE DAS ESTRELAS, UM TRABALHADOR DA LUZ, UM TERAPEUTA, UM CONHECEDOR, MAGO, BRUXO, FEITICEIRO, XAMÃ, ESPÍRITA, REIKIANO, SE RECEBE MENSAGENS NO SEU ÍNTIMO, SEJA BEM VINDO A CONTRIBUIR COM ESTE ESPAÇO.
ASSIM COMO A FLORESTA É ABERTA A TODOS OS SERES, ESTE ESPAÇO TAMBÉM O É.
ABENÇOADOS SEJAMOS, HOJE, SEMPRE E PARA TODO O SEMPRE.
Que seu dia seja
radiante como nos é a Luz do Sol e a alegria refletida pela Lua.
"APERFEIÇÔO MINHA ILUMINAÇÃO, HARMONIZANDO
MEUS PENSAMENTOS COM AMOR, PARA PODER DEFINIR-ME"
Aproveitamos essa
energia do Mês de Maio, o mês das mães, para compartilhar com você mais uma
mensagem sobre a natureza, a Mãe-Natureza.
Trazemos hoje a você um
pouco sobre o universo místico que envolve as Árvores e seu simbolismo, são
trechos extraídos do livro: Os Símbolos Místicos: volume II. Brenda
Mallon.294p. Ed. Larrousse. SP. 2009.
Boa leitura.
+ AS ÁRVORES E SEUS SIMBOLISMOS
+
O relacionamento entre o mundo natural das
árvores, plantas e dos elementos sempre foi forma crucial para a sobrevivência
da raça humana. Civilizações mais antigas acreditavam que os espíritos que
viviam nas árvores e nas pedras tinham de ser venerados, para evitar que se
revoltassem contra os humanos, que possuíam um controle muito pequeno sobre seu
meio ambiente.
Os romanos decoravam
suas arenas para duelos com pinheiros, demonstrando assim hospitalidade com os
espíritos que habitavam seus bosques; hoje, as árvores ainda são investidas de
poderes mágicos.
Algumas são decoradas
com fitas de mensagens e pedidos para a intervenção da deidade que a árvore
representa. Na França, em um lugar sem indicações para os turistas, uma árvore
dedicada a Merlim é decorada com bolas coloridas e pedidos de ajuda ou notas de
agradecimento por intervenções anteriores. A crença nos poderem místicos das
plantas a árvores é observado no mundo todo.
Nossos ancestrais
reconheciam os solstícios, os dias mais longos e mais curtos do ano, os
celebravam em rituais. O solstício de inverno era celebrado na Escandinávia
pagã no festival YULE. Os celtas penduravam viscos na entrada de suas casas
como sinal de boa sorte para quem por ali passasse e os Incas, nas cerimônias
do solstício de inverno, usavam seus templos como observatórios astronômicos.
O simbolismo das plantas é geralmente baseado
na teoria das correspondências. A Doutrina das Assinaturas nos mostra que tudo
na natureza tem um padrão ou uma assinatura estabelecida que revela
propriedades naturais.
+ ÁRVORES E PLANTAS +
As árvores são um dos
símbolos mais conhecidos da humanidade. Sua forma vertical simboliza o centro
do mundo ligado ao mundo inferior, à Terra e aos Céus. Desde tempos antigos, as
árvores eram conectadas aos deuses e as forças místicas da natureza, como
fertilidade, espíritos e energia divina. A Árvore da Vida ou do Mundo ligava a
Terra e o Céu.
+ A VENERAÇÃO DAS
ÁRVORES +
As árvores são símbolos
importantes da tradição celta. Elas fazem a conexão entre a Terra e o Céu, os
mundos inferiores e superiores e a vida eterna após a morte, e assim eram
veneradas. No Festival de Saturnália, os romanos decoravam as árvores com velas
e, no dia 1º de janeiro, traziam para casa grandes galhos, assim trazendo
também para dentro de seu lar o “Ano Novo”.
Devoção às árvores eram
encontradas onde que houvesse árvores. O pinheiro simbolizava vida longa.
Árvores antigas eram o centro de rituais de fertilidade da Mãe Terra nas
práticas pagãs. Com galhos secos no inverno, que na primavera cresciam de novo
em lindas folhagens, simbolizavam a morte e a regeneração. Em algumas regiões
de Mediterrâneo e da Índia, mulheres que queriam engravidar amarravam lenços vermelhos
ou pedaços de tecidos nos galhos mais baixos de árvores solitárias próximas a
fontes e nascentes.
Diferentes culturas
atribuíam diversas qualidades às árvores, apesar de sempre presente conexão
cósmica ser uma linha que ligava diferentes percepções do simbolismo das
árvores. Na Escandinávia, a árvore sagrada era a cinza ou cinzas cósmicas,
também conhecida como Yggdrasil, que crescia entre Asgard, a casa
dos deuses, Midgard, a casa dos humanos, e Hel, o Submundo. Ela é
o símbolo universal da vida e tinha três grandes raízes, uma no mundo dos
deuses, outra no mundo material e a terceira em Niftlhein, o mundo
enevoado. Os Maias acreditavam que os galhos da árvore Yaxche os levavam
aos Céus.
De acordo com algumas
lendas, quando Adão deixou o Jardim do Éden, ele pegou um ramo da árvore do
conhecimento e plantou-o. Dessa mesma árvore foi feita a cruz na qual Cristo
foi crucificado.
Florestas simbolizam
lugares de transformação, onde cerimônias mágicas eram realizadas em segredo.
Entrar em uma floresta simbolizava entrar em um lugar desconhecido, as trevas,
onde o homem poderia vivenciar experiências místicas e aprender segredos
ocultos. Ao voltar para a luz, a pessoa estaria mudada, simbolizando que a
exploração do inconsciente pode levar a “iluminação”.
A oliveira era sagrada
para a Deusa grega Atena e coroas eram feitas de suas folhas para os campeões
dos Jogos olímpicos.
Que seu dia seja radiante como
nos é a Luz do Sol e a alegria refletida pela Lua.
“QUERIA SER UMA ÁRVORE VELHA
COM MAIS DE MIL ANOS E NÃO TER CORAÇÃO. POIS UM DOS GRANDES MISTÉRIOS DA VIDA É
MORRER”
Hoje, esta floresta irradia
sua luz para que você amplie seu conhecimento e seu entendimento sobre o
ambiente em que vivemos, sobre a santidade em que pisamos, que são os Solos Sagrados.
Esta Floresta de Luz sente-se orgulhosa em ter nascido e estar sediada na Floresta
Amazônica.
O Solo é parte superficial da
crosta terrestre aonde interagimos e nos correlacionamos com tudo e com todos
em nossa volta; é Sagrado porque é um organismo VIVO, isso mesmo, se isso é
novidade pra você saiba que há vida no solo sob seus pés, o solo não é vazio, é um organismo complexo composto de areia, argila, silte, matéria orgânica, microrganismos,
luz, ar e água, componentes necessários para se manter vivo e nutrir a tudo e
todos que dele dependem para sua existência.
O solo mostra a relação de
toda essa micro/macro flora e fauna com o ambiente inteiro (não gosto muito do
termo “meio ambiente” já que não existe uma “meia árvore”), isto explica as
diferentes tonalidades e variações que encontramos nos ambientes do planeta,
desde os areais das praias, o solo argiloso da bacia amazônica, à terra preta
do sudeste e a terra roxa do sul. Acredite, aos que trabalham com a terra,
agricultores, agrônomos, a cor do solo diz muito sobre suas características,
como um pré-diagnóstico do que pode ser trabalhado neste solo.
Com isso, buscamos ajudar você
a entender esta relação do solo com seus habitantes sagrados, os seres do reino
vegetal – e objetivo desta mensagem – que são as lindas, majestosas, imponentes
e radiantes Árvores e a Floresta Amazônica.
+ CONHEÇA A AMAZÔNIA +
A Amazônia brasileira tem
posição de destaque no atlas mundial por ter a maior reserva florestal contínua
do mundo e por outras riquezas. Essas riquezas podem ser traduzidas como
grandes jazidas minerais e óleos, diversidade de animais e vegetais, sem falar
de microrganismos que vivem acima e abaixo do solo. Essas espécies funcionam
como um grande reservatório ainda pouco conhecido, mas com grande potencial
alimentício e farmacológico de grande importância para a humanidade.
A floresta NÃO foi e nunca
será obstáculo para o ser humano. A floresta tem papel importante, de forma
intrínseca, na proteção de outras formas de vida e na manutenção dos processos
biológicos e ecológicos que controlam a produção e produtividade dos
ecossistemas.
No entanto, a floresta
amazônica, em particular, tem sido destruída a uma velocidade sem precedentes
e, por essa razão, tem produzido grandes manchetes no cenário mundial. Dessa
forma, o desmatamento associado ao mau uso dos recursos naturais da Amazônia, tem
sido motivo de preocupação no cenário internacional, com a possibilidade de
intensificar a crise ambiental que o planeta tem sido acometido, principalmente
nas últimas cinco décadas. Com o aumento da população e a multiplicação da
tecnologia e o uso indiscriminado do solo para diversos fins, a floresta
amazônica tem sofrido mudanças rápidas que podem afetar a biodiversidade, a
hidrografia e o ciclo global do carbono, desmantelando um sistema
auto-sustentado que não pode ser recriado. Em consequência do mal uso das
florestas, algumas civilizações praticamente desapareceram da face da Terra.
Conhecer e compreender o
sistema amazônico faz parte de um processo para o bom gerenciamento e uso dos
recursos naturais, o que não resolverá por si só os problemas ambientais
presentes e futuros. Contudo, é um passo importante na tentativa de situá-lo
dentro de uma temática voltada para a educação ambiental e a conservação da
mesma.
Para os seres humanos, a
Amazônia é um símbolo nostálgico de um mundo modificado; rios e igarapés retos
completamente urbanizados, florestas uniformes com uma única espécie, avançada
desertificação em vários lugares do planeta, poluição do ar e das águas e
extinção de muitas formas de vida. Grande parte das pressões para proteger a
Amazônia, a qualquer custo, tem origem nesse sentimento. A região sempre viveu
de mitos, começando pelo nome que deriva das místicas amazonas – mulheres
guerreiras mais fortes e mais corajosas nunca vistas. O que essas mulheres
ofereciam aos antigos, a região oferece aos modernos: um pacote de
mal-entendidos e sonhos, um objeto de meias-verdades e desejos – e em síntese,
uma terra de mitos, de desejos e de sonhos.
+ O MITO DA HOMOGENEIDADE
Quase sempre a Amazônia é
vista apenas como um grande tapete verde cortado por rios e igarapés. No
entanto, ela contém uma fantástica diversidade (biológica, social e cultural).
Da mesma forma, imagina-se que a Amazônia é plana – isso é meia-verdade. A
altitude da cidade de Manaus, por exemplo, é de aproximadamente 100m acima do nível
do mar, mas tem depressões que chegam quase ao nível do mar, os platôs dessa
região variam em torno de 500m de raio.
É comum ouvir mundo afora que
a Amazônia é Brasil e o Brasil é a Amazônia. Por essa razão, nas cidades do
Brasil encontram-se cobras, onças e outros bichos, desmatamento e queimadas por
toda parte. Apesar de responder por quase 60% do território nacional, há outros
sete países que compõem a região amazônica.
+ O MITO DA RIQUEZA E DA
POBREZA
A exuberância da floresta
amazônica criou o mito de que os solos fossem igualmente ricos e apropriados
para a agricultura. Isso foi o principal argumento para se tentar resolver os
problemas fundiários e da produção de grãos e proteínas do Brasil. Porém,
depois de alguns fracassos nessas áreas, radicalizou-se de novo, ou seja,
criou-se o diálogo de que a Amazônia não serve pra nada e o seu desenvolvimento é
impossível.
Enquanto o mito “riqueza” diz que a região é um paraíso que transborda abundância e riquezas – a lenda do
eldorado – o mito da “pobreza” pinta também com cores exageradas – contemplação
apenas, cada lado engajado em meias-verdades para defender a sua posição.
+ PULMÃO DO MUNDO
No processo de fotossíntese e
respiração, as plantas têm a capacidade de absorver gás carbônico e liberar
oxigênio. Em condições naturais, a tendência é de equilíbrio entre absorção e
liberação. Estudos recentes sobre a interação biosfera e atmosfera, realizados
na Amazônia, indicam que nos últimos 20 anos, a floresta tem sequestrado mais
carbono do que emitido. Algum desavisado poderia até ressuscitar o mito do
“pulmão do mundo” pelo tamanho da floresta amazônica. No entanto, tudo é uma
questão de escala. As proporções de oxigênio e carbono na atmosfera são
completamente diferentes, qualquer grande liberação de oxigênio na Amazônia,
ainda seria insignificante para alterar o estoque na atmosfera.
+ SERVIÇOS AMBIENTAIS
Os principais serviços
ambientais da Floresta Amazônica são:
Abrigo às outras formas de
vida; Regulação de cheias e enchentes; Controle da erosão do solo; Proteção de
bacias hidrográficas e áreas de coleta d’água; Recargas dos aquíferos
subterrâneos; Conservação dos recursos genéticos e da biodiversidade;
Oportunidades recreacionais; Valores estéticos.
Infelizmente, essas riquezas
só são percebidas quando são perdidas ou quando se fala dos custos de
recuperação de áreas degradas (como vemos no desastre com o rompimento da
barragem da Samarco em MG), de despoluição de rios e igarapés, etc.
O bioma amazônico é um mosaico
de ecossistemas condicionados à grande diversidade de relevos, climas, ciclos
hidrológicos, índices pluviométricos, insolação e umidade. A Amazônia Legal
cobre uma área de 4.988.939 km², representando 58,7% do território brasileiro e
é formada por 23 ecorregiões. Todo esse conjunto estrutura os delicados
ecossistemas amazônicos, que se diferenciam principalmente pelas
características físico-químicas das águas que drenam os rios, influenciando os
tipos de solo e consequentemente a vegetação.
+ ORGANISMOS VIVOS E SUAS
RELAÇÕES
O bioma amazônico originou-se
de uma falha no escudo pré-cambriano, irrigado por uma extensa rede de rios de água barrenta, preta e cristalina, com diferentes graus de fertilidade,
apresentando florestas de terra firme,
que cobrem a maior parte da Amazônia e as florestas que sofrem inundações
periódicas chamadas de várzea –
quando os rios são de águas barrentas (rios Amazonas, Solimões e Madeira) – ou igapó – quando os rios são de águas
claras ou negras (rios Tapajós e Negro). Podemos citar ainda as savanas, campinas, campinaranas e
as florestas de bambu e vários
outros tipos de vegetação que compõem o mosaico amazônico.
Nos ecossistemas podemos
verificar as variedades de espécies. Cada uma é formada por indivíduos que
possuem características genéticas próprias, os quais são capazes de cruzar e
gerar descendentes que entrecruzam e formam novos indivíduos, que irão somar-se
aos já existentes compondo assim, um conjunto de indivíduos com similaridades e
diferenças.
As plantas são produtores
primários. Elas dominam o fluxo e a ciclagem de energia, água e nutrientes
minerais dentro do ecossistema. A estrutura da vegetação determina muitas das
características da paisagem nas quais outros organismos vivem e se desenvolvem,
incluindo o ser humano.
No âmbito florestal, a
preservação significa o equilíbrio entre fatores biológicos, físico-químicos,
sociais, econômicos e culturais. Esses fatores garantem o funcionamento entre e
dentro dos ecossistemas nos quais está inserida uma grande variedade de
espécies. Nenhuma espécie sobrevive isoladamente na natureza, todas as espécies
que compõem um ecossistema mantêm relações mais ou menos estreitas de acordo
com o grau de afinidade.
Muitas espécies de arvores,
por exemplo, necessitam dos animais para dispersão das sementes. Comidas por
eles, as sementes são “tratadas” no aparelho digestivo e ao defecarem, os
animais fertilizam o solo e possibilitam a germinação dessas sementes e a
perpetuação da espécie.
A fauna da floresta é rica e
variada, muitos animais são arborícolas, vivem nos galhos das árvores, outros
apenas utilizam-se de galhos das árvores para dormir ou espreitar sua caça.
Alguns utilizam as folhas para desovar ou alimentar-se delas. Muitos vivem
sobre raízes coletando os frutos que caem no solo ou na água, como é o caso dos
peixes. Há, portanto, uma variedade de aspectos interdependentes que
proporcionam uma dinâmica própria entre os organismos existentes naquele
ecossistema.
Nas florestas de terra firme,
por exemplo, a grande diversidade animal varia de acordo com os estratos da
floresta. Nas copas das árvores predomina a avifauna, como por exemplo, os
papagaios, os tucanos e os pica-paus. Entre os mamíferos das copas predominam
as mucuras, os morcegos, os pequenos roedores e os macacos. O nível
intermediário é habitado por gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No
chão da floresta habitam os jabutis, cutias, pacas, antas, etc., que se
alimentam de frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de
alimento para grandes felinos e cobras.
Os primatas possuem nichos bem
diferenciados. O bugio (guariba), por exemplo, é uma espécie de macaco de
hábito diurno e se alimenta de preferência de preferência de folhas. Ao lado
dos polinizadores clássicos abelhas, borboletas e aves – os macacos têm também
um papel de destaque como polinizadores e dispersores de sementes.
As aves em especial
desempenham papel importante na recomposição de áreas degradadas. O bem-te-vi,
por exemplo, circula com desenvoltura entre bordas de mata, pastagem e
capoeira, atuando como agente de disseminação de espécies de plantas que
primeiro colonizam determinada área que sofreu algum tipo de impacto (plantas
pioneiras).
Ao depositarem sementes de
pioneiras em áreas de clareira, sejam naturais ou criadas pelo homem, as aves
contribuem para a progressiva recuperação da cobertura e biomassa vegetal. Esse
processo contribui para o sombreamento do solo propiciando condições para o
estabelecimento de novas espécies exigentes em termos de umidade e sombra. Cada
etapa desse processo, também chamado de sucessão florestal, é fundamental para
a proteção do solo e dos recursos hídricos.
+ ÁRVORES – INDIVÍDUOS
REPRESENTATIVOS
A árvore não pode ser
considerada meramente como um indivíduo num determinado ponto no tempo, mas
como um indivíduo geneticamente diverso em processo de desenvolvimento e
mudanças, que responde, de várias maneiras, às flutuações do clima e
microclima, a incidência de insetos, fungos e outros parasitas, particularmente
às mudanças ao redor dela mesma. A árvore é, então, vista como uma unidade
ativa e adaptável e, a floresta é composta de um vasto número de árvores
interagindo entre si e com os fatores do solo e do clima.
O ambiente da árvore não
consiste apenas de fatores abióticos determinados pelos fatores climáticos e de
solos. Esses fatores são filtrados pela vegetação circundante composta de um
mosaico de fragmentos de floresta jovem, em construção, madura e em
decomposição. E, dentro de uma particular mancha, os nutrientes e a energia são
filtrados novamente por vários organismos, antes de alcançar a árvore sob
consideração.
Ao observarmos uma árvore
devemos vê-la não como um organismo estático, imóvel, em um determinado ponto
no tempo, mas como um indivíduo geneticamente diverso em processo de
desenvolvimento e mudanças, que responde de várias maneiras aos fatores
bióticos e abióticos.
Entre os fatores abióticos
podemos citar as flutuações do clima e micro-clima, que são cruciais ao
desenvolvimento das árvores, uma vez que a disponibilidade da água, a
quantidade do ar e a variação da temperatura interferem não apenas em um
indivíduo isoladamente, mas em todo o ecossistema.
Os fatores bióticos
correspondem a todos os indivíduos que mantêm relações em uma determinada área.
Em uma única árvore, por exemplo, é possível encontrar um grande número de
trepadeiras e epífitas (samambaias, orquídeas e bromélias), além de musgos e
liquens que se estabelecem nos galhos e troncos.
Na Amazônia, a idade das
árvores é uma informação muito difícil de ser obtida porque nas regiões de
clima quente, as estações do ano não são bem definidas como nas regiões de
clima temperado. Por isso, os anéis formados não são bem definidos e pode haver
mais de um anel por ano, o que dificulta sua contagem e, portanto, a
determinação da idade, uma vez que não é possível visualizar claramente os
anéis de crescimento. Por essa razão, o método de contagem dos anéis não é
recomendado para as espécies arbóreas da floresta amazônica.
“VISUALIZO MINHA VIDA GUIADA PELO CONHECIMENTO E TRANSCENDO, CRIANDO UM
CÉU NA TERRA”